Breve

janeiro 3, 2010

Às vezes nos questionamos
sobre tantas coisas,
sobre o que move a Vida,
as pessoas, as amizades.
O que as pessoas pensam, como vivem, porque
choram, e esquecemos que somos breves.

Tão rápidos como um bocejar,
tão eternos quanto o primeiro som que ouvimos.

Por isso é importante valorizarmos
cada pessoas que nunca imaginamos
existir e que de repente entram na nossa Vida,
e vem para acrescentar, mais e mais
a tudo que já conseguimos.

Pessoas lindas de coração aberto.
Pessoas que sonham, que buscam seus sonhos,
tem ou fingem suas alegrias, enfim pessoas.
E só nos resta agradecer, é… agradecer.

E fazer dela, um cantinho de mais luz,
mais esperanças.

Esse é o amor que move o mundo.
Um amor irmão,
amor amigo,
amor ao próximo.
Amor sem egoismo, nesse mundo um tanto
tumultuado pela pressa.

A pressa que hoje em dia, a cada novo amanhecer,
faz da vida uma experiência infinitamente breve.


Voando alto 2010!

dezembro 15, 2009


Faltam apenas 16 dias para encerrar 2009 e como todo ano, tem balanço e desejos para o ano que se inicia. Eu adoro este processo de analisar o que passou e imaginar o que virá.

Dois mil e nove foi um ano sem grandes acontecimentos, mas o pouco que vivi deixou marcas profundas em mim. Foi o ano em que encerrei um casamento e fortaleci o grande amor que ficou desta união, de onde nasceu a mais linda e eterna amizade e um compromisso de ser “para sempre”, sem esta de eterno enquanto dure.

Trabalhei muito, gastei menos; aprovei o Café com Vodka e beijei muito… fiz menos sexo que os anos anteriores, mas quando o fiz fiz bem feito… isso tem valor!

Cantei mais pelas ruas as letras originais e os refrões mais tradicionais de meu cancioneiro. Sonhei, chorei e pedi muito a Deus, mesmo sendo ateu.

Conheci muita gente bacana, mas de todas ficaram poucas que coloco agora na minha mala e carrego com segurança para 2010. Teve o Chico e o Kako, que me foram dados de presente pelo Italo; o Mario que o Ulisses Zamboni me trouxe; o Valentim que veio junto com o João, que eu já conheci mas virtualmente; a aproximação com o Leo Montenegro; ahhhhh! e claro meus três amores: Leo D’Ávila, Nelson Ferreira, e a minha mascote judia, Ary Junior. E tudo indica que o ano deve fechar em grande estilo, sob o mesmo teto que minhas paixões Chico & Kako com o morenão e o grande Dirceu de roommates.

Não posso esquecer que meu melhor amigo me presenteou com os manauaras Ricardo e Igor quase no finzinho…

Este ano também reforcei amizade com os meus mineirinhos e ainda ganhei mais dois mineiros para minha coleção: o louquinho do Rodrigo Carvalho e delicioso bebê Cris Faluba. E representando o interior de São Paulo, tem o Rodriguinho Coelho. Ahhh, não posso esquecer que também ganhei e perdi uns certos “amigos”. Como é bom quando o mal se afasta da gente sem a gente pedir… rs

Tirei carteira de motorista e nunca imaginei que fosse fazer isto com tanta dedicação, afinal sempre odiei a ideia de ter carro ou mesmo dirigir. Hoje estou fissurado para comprar um.

Fiz muito evento legal e aprendi muito. Encerrei o Carioca Virtual… e comecei a pensar na vida como um diário sem sentido, daí surgiu a necessidade deste novo blog sobre o belo estranho dos meus dias.

Pensando em 2010, quero que seja um ano cheio das coisas boas que me aconteceram este ano, com uns 70% a mais, é claro.

Quero comprar meu carro; visitar mais minha familia; voltar para a academia e recuperar o tempo perdido, perder as gordurinhas e quem sabe preparar o caminho para o quarentão gostoso que pretendo ser; quero conhecer mais pessoas, beijar muito, fazer mais sexo (seguro, sempre) e me curtir ainda mais… Quero sonhar acordado e dormindo, e acordar em meio aos sonhos realizados; terminar algum dos cursos universitários que comecei e quem sabe, finalmente, estudar cinema – um sonho de infantil. Dar entrada no meu apartamento; ver minha relação com o Willian ainda mais forte e ter cada um dos meus grandes amigos ainda mais perto. Visitar o Flavinho no Rio, o Marcelo, o Marco e o João em BH… quero viajar: dentro e fora do meu país. Quero ir a Buenos Aires matar saudades dos hermanos e ir passar uns dias com o Serginho no Canadá. Quem sabe arranjar algo mais fixo e finalmente começar meu plano de aposentadoria. Renovar o plano de saúde, clarear os dentes, lavar a alma nas águas de João Pessoa num final de semana e no outro ir ver o Zé Avila em Porto Alegre. Realizar uma festa de 34 anos e ver os filhotes do Zezinho virem ao mundo.

Em 2010 quero sorrir mais, me olhar nos reflexos e me sentir realizado; me amar mais, desejar mais do que nunca o meu próprio bem. Ir muito menos a The Week e muito mais ao cinema, ao teatro… torcer para o Tony e o Herbert me chamarem mais para os seus esquentas… REALIZAR! Realizar muitos desejos, saborear todos os sabores, ver todas as cores e definitivamente ver o retorno de minhas lutas.

Quero trabalhar mais para HBO. Finalmente jantar ou almoçar com o Gabriel e o Richard. Ter mais chances de aprender mais com o Jabur. Ter um looooongo e divertido papo com o Argento.

Saudar a vida com alegria e sentir entre os dedos as areias quentes da Bahia… rever San Francisco, conhecer Toquio, sambar miudinho em Ibiza e enlouquecer…

Curtir uma preguiça em uma rede tomando água de coco e despertar num inverno friozinho de São Paulo dentro da minha casa, sob os meus lençóis sentindo o calor do meu pequeno bulldog e sua respiração na minha cara. Gostoso…

Saber que o Willian está comigo e somos cada dia mais felizes, realizados e amigos. Vê-lo curti uma grande e nova paixão e quem sabe acompanha-los ao cinema.

Quero viver 2010 como um acontecimento! Como um momento que começa do zero. Quero sentir que neste ano tudo de bom começa e sem hora pra acabar…

E para todos aqueles que fazem, fizeram e farão parte da minha pequena história de vida desejo todos os mais desejados desejos do mundo, muitos sonhos e as realizações que fazem da vida algo valioso, poderoso e mágico… inexplicavel!

Um grandioso 2010!


Pequenos momentos que são eternos

dezembro 7, 2009


Olhei pro lado e vi meu grande amor com nosso cão no colo. Neste momento me bateu uma nostalgia daquilo que virá, e sentirei falta deste momento, recordando o que vivi.

É engraçado que se encontre a felicidade em um olhar diferente para o que é cotidiano, a repetição de um sentimento, ou em um sorriso imaginado sem ninguém ao lado.

Pode-se ser feliz e estar sozinho, estando bem consigo mesmo. Pequenos eternos momentos que ficam registrados como num chip em nossas almas. E neste momento, olhando os dois assim abraçados e tão quietos, imaginei-me daqui há uma década, quando o lugar não for mais o mesmo, estando ou não juntos como agora, e eu lembrando com olhos rasos d’água desta sensação.


Algumas das Melhores Coisas da Vida!

novembro 22, 2009

Se apaixonar. Rir até o rosto doer. Um banho quente. Um supermercado sem filas. Um olhar especial. Receber cartas. Escutar sua música preferida no rádio. Uma boa conversa. Pegar uma boa praia. Ser recebido pelo seu cachorro de rabo abanando freneticamente, linguão estendido e muitas lambidas de saudade. Achar uma nota de R$50,00 no bolso daquela calça que não usa mais. Rir de você mesmo… muitissimo! Ter alguém para te dizer que você é bonito. Os amigos. Ouvir acidentalmente alguém falar BEM de você. Acordar e perceber que ainda faltam algumas horas para dormir. Fazer novos amigos, e manter os velhos juntinho. Conversar a noite com seu colega de quarto. Alguém brincar com seus cabelos. Bons sonhos. Olhar pro lado a noite e ver quem se ama ali, em silêncio e entre sonhos profundos. Viajens com os amigos. Ganhar um jogo difícil. Encontrar com um velho amigo, e descobrir que tem coisas que nunca mudam. Descobrir que o amor é eterno e incondicional. Abraçar a pessoa que você ama.

Olhar-se no espelho e ver que dentro de seus olhos existe o mesmo brilho de um nascer do Sol.


Eu sou Clark Kent

novembro 13, 2009

i-ckQuando criança eu sempre sonhei ser um super-herói. Os físicos definidos e fortes, os poderes mais extraordinários, a capacidade de resolver qualquer problema e vencer mesmo diante da criptonita… os heróis quase imortais sempre me pareceram especialmente divinos. Talvez por já me sentir gay e achar que assim seria uma maneira de fugir de qualquer coisa que pudesse me impedir de ser feliz e seguir em frente. Mas sou mortal e assim o serei até o fim; não vim com nenhum x-poder. Imortalidade também seria algo precioso, mas pensar num futuro eterno seria tedioso. E Homens como eu detestam o tédio.

Se nos sonhos eu sabia voar, na vida real meus pés, embora forçados pela gravidade não desgrudassem do solo, viviam na Lua, em Marte – quem sabe bem além deste Universo. E com isto, coisas do cotidiano nunca me foram fáceis.

Nunca fui um gênio e nem um menino do tipo a frente dos outros. Pelo contrário, sou e sempre fui um comum, menos que comum, um menino esquisito que aprendeu a se equilibrar em cima de uma bicicleta aos 12 anos. Até os 15 anos mal sabia dar um laço no sapato; com 14 beijei pela primeira vez os dois gêneros (meu tio, cunhado da minha mãe, e a menina mais linda da rua, a qual mordi com tanta vergonha e força seu lábio inferior que me tornei o seu eterno desafeto. E verdade seja dita, não tinha bom gosto, a linda era uma baranga, e ficou pior com o tempo. Como o tempo pode ser cruel!). Aos 18 acabei o segundo grau e aos 29 comecei a primeira faculdade – que nunca terminei!

Só aos 19 fiz minha primeira viagem aérea, mas foi direto para o Hawaii. Aos 25 perdi minha mãe, acho que foi a coisa mais precoce que tenho em minha biografia; nesta época estava dentro de um casamento gay complicado. E será que já descobri o sabor tutifruti do amor?

Hoje aos 33 anos me sinto como no primeiro dia que subi numa bike: nervoso, desequilibrado e medroso. Estou aprendendo a dirigir, sim, muito tarde! A cada aula a sensação que tenho é que nunca aprenderei. Cada novo dia parece que desaprendo tudo que aprendi no anterior. Um sacrificio maior que dar o primeiro passo quando se é um bebê gordinho – eu fui!

A vida tem umas coisas engraçadas. Nunca tive nada cedo no meu caminho ao sucesso, mas o pouco que consegui me veio como que um prêmio. Será que ai está a graça da vida: ser um Clark Kent e não um Superman?


Alice através do espelho

novembro 8, 2009

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“Criança pura, de olhar despreocupado
E o rosto sonhador das maravilhas!
Embora o tempo seja rápido e suas trilhas
Por meia vida nos tenham separado,
Teu sorriso contente saudará as baladas
No dom de amor deste conto de fadas

Teu rosto radiante não vi nem verei,
Nem hei de escutar teu riso argentino:
Jamais pensarás do autor no destino.
Em tua juventude lugar não terei.
Mas basta que agora escutes as baladas
Singelas, contidas em meu conto de fadas.

Num tempo distante ocorreu esta história,
Quando o sol de verão brilhava feliz.
Um toque de sino que agora nos diz,
Num ritmo leve, que traz à memória
Os ecos da infância e faz relembrar
O que a inveja da idade preferia apagar!

Escuta-me agora, pois a voz do pavor
De notícias amargas virá carregada;
Em breve a teu leito será convocada
A mulher melancólia do luto e temor.
A hora do leito é como o fim da vida:
Somos apenas crianças mais velhas, querida.

Há geada lá fora, há neve cegante,
Os caprichos do vento, a feroz tempestade;
Mas no ninho infantil, em que a felicidade
Se aquece à lareira de luz crepitante
Tua atenção será presa pelas palavras mágicas
E não hás de temer as rajadas mais trágicas.

Se enfim a sombra esquiva de um suspiro
Profundo tremular ao longo da história,
Dos dias de verão pela perdida glória,
Pelo feliz fulgor que te alegrou o mundo,
Não poderá afetar, com tristezas aladas,
A alegria e o frescor deste contos de fadas.”

(Lewis Carol)


Espelho

novembro 8, 2009

alice-espelho
Olho a felicidade dos outros e como em uma foto-montagem fico buscando colar meu rosto ali, para assim me ver naquele espaço, naquele mundo… sendo também igual, um pouco mais feliz.

Sei que há dias em que o espelho pode ser o principal inimigo… momentos em que o reflexo em qualquer superficie nos coloca no lugar que achamos que deveriamos estar, embora queremos mais.

Entre recordes de realidades alheias e colagens da minha própria figura nos mundos dos outros, eu ainda imagino que sendo o outro possa existe ainda assim a insatisfação em mim, pois estando do outro lado talvez ainda anseie querer ser outro que neste momento sou eu mesmo, e não me aceito.

*

Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar