marcas

junho 8, 2010

Sempre me pego viajando preocupado com o que será quando nada mais restar… quando chegar o momento em que partir. Vejo que popstar ganham especiais ano a ano, depois de anos, em momentos especiais. Gente importante tem sua imagem guardada na memória de gente que as admira. Até os ignorantes de maior projeção são lembrados ora sim, ora não. Mas e eu?

Sempre foi meu medo ser esquecido. Medo da morte eu não tenho. Tenho medo de nunca ser lembrado. Fico aqui pensando o que posso fazer para ser lembrado. Logo eu que não tenho mais mãe, pai ou avós que poderão recordar numa tarde chuvosa de minha presença em suas vidas. Eu mesmo esqueço a cada dia de suas presenças na minha. Esquecer é fácil, mas o que fazer para ser lembrado?

Tenho medo de partir e me tornar mais um. E fico aqui querendo deixar uma marca, um marco, um algo que possa mexer com a emoção de alguém quando nada mais restar; quando me for.

Este final de semana acho que descobri finalmente que nada disto realmente importa. Se eu me for, tudo bem… importa que deixe em vida as marcas, mesmo que elas nunca sejam revistas depois da minha morte.

E seu morrer amanhã, nada disto realmente terá importancia e assim acho que terei marcado alguém. E esta marca fica em cada ato que faço de bom para o meu próximo. É como uma corrente do bem, eu acho.

Unir pessoas e vê-las sorrindo pelo apoio que dei. Saber que fiz encontros… que estiquei sorrisos… assim vou ficando pouco a pouco na memória dos que possam vir a partir mais tarde, depois de mim. Eu posso ir e eles se lembrarão de mim. Não importa mesmo por quanto tempo, mas algo ficou marcado.

Triste aquele que vive pra si. Eu acho que aprendo isto a cada dia. Sou o mais feliz de todos os seres vivos porque tenho a quem abraçar com minhas memórias. E a memória nunca morre.

Este final de semana acho que marquei algumas pessoas que encontrei pelo caminho e outras que já sempre estiveram por aqui. Fiz alguém feliz. Compartilhei de um segundo de felicidade de alguém. E embora nunca tenha plantado uma árvore sequer ou mesmo escrito um parágrafo qualquer, eu marquei alguém e deixei nesta pessoa a semente que gerará lembrança… mesmo quando nada mais restar…

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