34

março 12, 2010


Trinta e quatro é o número natural, que segue o 33 e precede o 35, e composto que tem os seguintes fatores próprios: 1, 2 e 17. Como a soma dos seus fatores é 20 < 34, trata-se de um número deficiente, ou seja, a soma dos seus divisores próprios é menor do que ele mesmo. É também o nono termo da sequência de Fibonacci, depois do 21 e antes do 55.

Na matemática, os Números de Fibonacci são uma sequência definida como recursiva pela fórmula abaixo:

Na prática: você começa com 0 e 1, e então produz o próximo número de Fibonacci somando os dois anteriores para formar o próximo. Os primeiros Números de Fibonacci para n = 0, 1,… são 0,1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597, 2584, 4181, 6765, 10946…
Esta sequência foi descrita primeiramente por Leonardo de Pisa, também conhecido como Fibonacci (Dc. 1200), para descrever o crescimento de uma população de coelhos.

Trinta e quatro pode ser escrito de quatro formas distintas com a soma de dois números primos:

É também o número atômico do selênio (Se) e está presente na pintura Melencolia de Albrecht Dürer (1471-1528) por meio do chamado quadrado mágico (grade com a série de números de 1 a 16 cuja soma das partes em linhas horizontais e verticais resulta em 34).

No Salmo 34, Davi, quando mudou o seu semblante perante Abimeleque, e o expulsou, promete louvar o Senhor em todo o tempo, mantendo-o continuamente na sua boca.

Eu nasci em 26 de março de 1976 e sempre fui cercado por números. 0 13 sempre foi o mais presente, tanto que nem sei por quanto tempo, mas por muitos anos fui o 13º nas salas escolares. Fui o 1º neto da 1ª filha dos meus avós. Aos 14 tive minha primeira experiência sexual com homens; um tio. E só aos 16 experimentei a delicadeza feminina, e aos 18 optei pelo meu desejo e por quem eu era de verdade.

Nasci em pleno regime militar no Brasil e no meio do tumultuado anos 1970. Em 1976 Steve Jobs chegava ao mercado com a sua Apple, talvez o que justifique minha paixão. E por mais que pareça mentira, foi em 1º de abril. E lá pra quase o finalzinho do ano dois contrapontos históricos: Jimmy Carter levava seu partido democrata para a Casa Branca e Fidel assumia Cuba de vez. E Zuzu Angel partia…

Acho que nunca um número me incomodou tanto quanto o 34. Talvez porque me deixe mais perto dos 40 e isto alarme em mim um grande sentimento de tarefas ainda não cumpridas. Tudo que sempre quis ter ainda não tenho, e os sonhos já não são tão possíveis assim. Mas ainda existe dentro do meu peito um espírito adolescente, radical, uma força que quer explodir… um desejo de tudo.

Hoje sou mais pisciano que ariano. Talvez nunca tenha sido um ariano pleno. Afinal sempre me tocou a injustiça, a indiferença, as tristezas do conjunto. De certo nunca fui um anarquista, comunista, socialista… como um filho da Geração X sempre me agradou o poder do dinheiro, sempre quis uma fatia do bolo e o mundo sempre teve cores mais frias e reais… mas dentro do peito este dragão sempre quis incendiar o mundo, se aventurar… e me joguei! Perdi coroas, terrenos, heranças e ganhei fortunas incalculáveis… não se pode contar o que vem abstrato.

Aos 34 talvez quisesse ter ainda o cheiro da minha mãe ao redor, o colo quente da minha avó, as doces caricias das minhas tias e uma mesa grande repleta de guloseimas e alegrias… quis a vida, ou eu, ou os dois que a minha história fosse contada em memórias, em citações… em flashbacks.

Aos 10, 15, 25 e 29 anos sempre vi o 40 como o fim da estrada. Como meta. E isto me fez acelerar, pisar fundo, torrar todo o combustível para não perder um só segundo do tempo que escorria entre os dedos como areia fina. Corri demais e cheguei aqui, aos 34. E agora? As portas ainda estão abertas: qual seguir?

Faltam 14 dias para 34 e sem crise alguma me coloco a esperar, diferente de nunca, esperar na luta… uma luta ainda justa contra o que o tempo teima em levar: o desejo de ser maior que meus sonhos, do tamanho de tudo que sonhei.

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